No País em que vivemos
atualmente a surdez é visto como uma deficiência que exclui os indivíduos do
convívio com o resto da sociedade, estes são incapazes de se comunicar
oralmente não são incluídos dentro dos costumes corriqueiros da sociedade
ouvinte. A LIBRAS (Língua Brasileira de sinais) surgiu como um mecanismo de
identidade dos surdos, por meio desta os surdos conseguem se comunicar entre si
e também com a comunidade ouvinte, isto foi uma grande conquista para todos os
surdos pois até bem pouco tempo atrás eles eram obrigados a praticar a língua
falada mesmo sem condições, isto era uma imposição da sociedade da época, e
hoje a LIBRAS é um direito garantido por lei ao surdo, então daí a importância
de que professores da rede pública e particular de ensino dominem a Linguagem
Brasileira de Sinais para que o surdo possa estudar em qualquer escola.
Para o Indivíduo surdo a
palavra cultura significa uma afirmação da sua identidade peculiar e específica
onde se centraliza seu espaço linguístico, o surdo vive uma espécie de
comunidade onde estes são social e politicamente organizados e comungando
espaço também na comunidade ouvinte.
Existem alguns tipos de identidades
surdas segunda Nídia Limeira de Sá (2001), a Identidade surda (identidade
política ) esta está fortemente ligada
comunidade surdas, possuem características regionais e carregam com si a
linguagem de sinais, A Identidade surda híbrida são surdos que nasceram
ouvintes e por causa de doenças ou acidentes perderam a audição, estes conhecem
a estrutura do português falado, já a identidade surda embaçada é a
representação estereotipada da surdez ou desconhecimento da mesma por questão
cultural, estes indivíduos foram aculturados pela sociedade ouvinte e são
considerados deficientes, incapazes e até retardados pela sociedade ouvinte, a
identidade surda de transição são surdos oralizados mantidas numa pura
sociedade auditiva como exemplo filhos de pais ouvintes que possuem o contato
tardio com a língua de sinais e estão nesta transição do mundo oral para o
mundo visual. Ainda segundo Nídia a identidade surda intermediária são sujeitos
com a uma baixa porcentagem de surdez que preferem adotar aparelhos auditivos,
treinamentos orais, amplificadores entre outros equipamentos. A identidade
surda incompleta são surdos que não conseguem quebrar o poder dos ouvintes que
fazem de tudo para lhes medicalizar e negam a identidade surda como uma
diferença, já a identidade surda de Diáspora apresentam divergências de
identidade de transição pois estes estão presentes em surdos que passam de um
país para outro são características específicas.
O texto da autora tem com
objetivo informar e conscientizar a toda comunidade ouvinte que os surdos devem
ser respeitados por igual, não devem ser diminuídos porque não usam a
comunicação oral e que se deve respeitar e aprender LIBRAS para a maior
interação com os estes. Os surdos são iguais a todos apenas não se comunicam de
forma oral e sim visual e cada vez mais escolas, repartições públicas devem se
preocupar com os surdos, para oferecer a eles a acessibilidade e assim tornar
um país mais igualitário.

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