sábado, 15 de agosto de 2015

“Um olhar sobre a identidade surda” de Maria do Socorro E. Da Silva. Por Maykon Lopes


No País em que vivemos atualmente a surdez é visto como uma deficiência que exclui os indivíduos do convívio com o resto da sociedade, estes são incapazes de se comunicar oralmente não são incluídos dentro dos costumes corriqueiros da sociedade ouvinte. A LIBRAS (Língua Brasileira de sinais) surgiu como um mecanismo de identidade dos surdos, por meio desta os surdos conseguem se comunicar entre si e também com a comunidade ouvinte, isto foi uma grande conquista para todos os surdos pois até bem pouco tempo atrás eles eram obrigados a praticar a língua falada mesmo sem condições, isto era uma imposição da sociedade da época, e hoje a LIBRAS é um direito garantido por lei ao surdo, então daí a importância de que professores da rede pública e particular de ensino dominem a Linguagem Brasileira de Sinais para que o surdo possa estudar em qualquer escola.
Para o Indivíduo surdo a palavra cultura significa uma afirmação da sua identidade peculiar e específica onde se centraliza seu espaço linguístico, o surdo vive uma espécie de comunidade onde estes são social e politicamente organizados e comungando espaço também na comunidade ouvinte.
Existem alguns tipos de identidades surdas segunda Nídia Limeira de Sá (2001), a Identidade surda (identidade política )  esta está fortemente ligada comunidade surdas, possuem características regionais e carregam com si a linguagem de sinais, A Identidade surda híbrida são surdos que nasceram ouvintes e por causa de doenças ou acidentes perderam a audição, estes conhecem a estrutura do português falado, já a identidade surda embaçada é a representação estereotipada da surdez ou desconhecimento da mesma por questão cultural, estes indivíduos foram aculturados pela sociedade ouvinte e são considerados deficientes, incapazes e até retardados pela sociedade ouvinte, a identidade surda de transição são surdos oralizados mantidas numa pura sociedade auditiva como exemplo filhos de pais ouvintes que possuem o contato tardio com a língua de sinais e estão nesta transição do mundo oral para o mundo visual. Ainda segundo Nídia a identidade surda intermediária são sujeitos com a uma baixa porcentagem de surdez que preferem adotar aparelhos auditivos, treinamentos orais, amplificadores entre outros equipamentos. A identidade surda incompleta são surdos que não conseguem quebrar o poder dos ouvintes que fazem de tudo para lhes medicalizar e negam a identidade surda como uma diferença, já a identidade surda de Diáspora apresentam divergências de identidade de transição pois estes estão presentes em surdos que passam de um país para outro são características específicas.

O texto da autora tem com objetivo informar e conscientizar a toda comunidade ouvinte que os surdos devem ser respeitados por igual, não devem ser diminuídos porque não usam a comunicação oral e que se deve respeitar e aprender LIBRAS para a maior interação com os estes. Os surdos são iguais a todos apenas não se comunicam de forma oral e sim visual e cada vez mais escolas, repartições públicas devem se preocupar com os surdos, para oferecer a eles a acessibilidade e assim tornar um país mais igualitário.

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